terça-feira, 31 de dezembro de 2013

domingo, 8 de dezembro de 2013

Longtime Companion

Estima-se que os primeiros casos da AIDS ocorreram em 1930, a transmissão ocorreu de macacos para o ser humano. Nas décadas de 60 e 70, durante as guerras de independência, a entrada de mercenários no continente começou a espalhar a aids pelo mundo. Haitianos levados para trabalhar no antigo Congo Belga (hoje República Democrática do Congo) também ajudaram a levar a doença para outros países. "Entre 1960 e 1980 surgiram diversos casos de doenças que ninguém sabia explicar, com os pacientes geralmente apresentando sarcoma de Kaposi, um tipo de cancêr (ou "cancêr gay", como era conhecido na década de 80), e pneumonia", diz a epidemiologista Cássia Buchalla, da Universidade de São Paulo (USP). A aids só foi finalmente identificada, e reconhecida como doença em 1981. Surgem vários relatos de sintomas em homossexuais nos Estados Unidos. Também em 1981 morre o chamado "paciente zero" naquele país: um comissário de bordo que espalhou a doença em suas viagens. Com o massivo número de mortos, estudos apontaram que um homem que morava em Kinshasa, no antigo Congo Belga (hoje Congo) foi a primeira vitima (diagnosticada) com a doença em 1959. Isso só foi descoberto, pois um teste foi feito no sangue dele, que fora guardado (congelado). Em 1983, pesquisadores isolam o vírus da aids pela primeira vez. Dois anos depois, aparece o teste que identifica a presença de anticorpos no sangue. O nome HIV, porém, só surge em 1986. A primeira droga para ajudar no tratamento da doença, o AZT, só é criada em 1987. Hoje, calcula-se que existam mais de 40 milhões de pessoas infectadas no mundo. Atualmente a nomenclatura para a AIDS tornou-se SIDA (Síndrome da Imunodeficência Adquirida).


"Longtime Companion" relata justamente a década de 1981-1990, quando o vírus se espalhou pela população homossexual masculina devastando milhões de gays. Particularmente, acho esse título completamente irônico (e verdadeiro), pois, até hoje a SIDA continua a ser uma sombra negra que faz vitimas, principalmente, entre a população gay. É um tabu tão grande que, obviamente, gera preconceito inclusive entre gays. E o que não gera preconceito entre gays, não é mesmo? Parece que o bullying se propaga mais que a doença entre nós, que "sonhamos" ser "seres evoluídos".

O texto inicial pode ser chato, mas eu sugiro a leitura da magazine digital "vestiario.org", especificamente, a matéria tocante "Literalmente Positivos".

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Longtime Companion | Meu Querido Companheiro
USA | EUA
Drama
1990